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Casa Brasil, a exposição
Exposição coletiva com artistas de todas as regiões do Brasil
19 Nov 2025 a 15 Mar 2026
Curadoria
Aliã Wamiri Guajajara, Jocelino Pessoa, 
Tania Queiroz, Marcelo Campos, Cadu

Artistas
Clovis Aparecido, Conativo, David Sol, Diego de Santos, Emanuel Franco, Emilliano Freitas, Fernando Sawaya, Filipe Alves, Gabriel Bicho, Gilmar Ferreira, Hariel Revignet, Hevelin Costa, insiranomeaqui, Ivanildo Ferreira, Juniara Albuquerque, Laboratório Labirinto, Laila Terra, Leonardo Lobão, Luis Carlos Marques, Mãe Celina de Xangô, Mandú e Vicente Baltar, Marcela Bonfim, Marcus Deusdedit, Marlon de Paula, Matheus Abu, Mauricio Igor, MAYARA, MIKA, Milena Manfredini, Novíssimo Edgar, Patrícia Ruth, Paula Sampaio, Pedra Silva, Pedro Mota, Pérola, PH Costa, Ranieri, Régi José, Renan Soares, Rick Rodrigues, Rogeria Barbosa, Ronald Duarte, Thais Iroko, Thiago Haule, VANDO, Washington da Selva, Ygor Landarin, Yoko Nishio

A CASA BRASIL ambiciona ser lares. Uma comunidade de saberes partilhados, onde os sotaques se cruzam em múltiplas línguas: iorubá, guarani, pajubá, crioulo, português, falatórios que inventam e atualizam encantarias, em que nos reconhecemos como moradores, hóspedes, penetras, visitantes e invasores. Preferimos Arariboia à Villegagnon.

O que é uma casa?

Casa é toca, é oca, mocó, é noz virada ao contrário. Quantos cabem num casco de jabuti? A Cobra-canoa sabe. Em tupi-guarani ze’egete signfica “tápuz”, um território de permanência e passagem. E para uma casa virar lar? Como faz? Vive-se essa territorialidade. Estabelecem-se alianças com aqueles que também partilham do lugar. Como conjugar? Desafiando as leis. Pendurando a conta do botequim e pirateando para ostentar. Apelidando os logradouros, ou mudando-os para eternizar nossas heroínas.

A CASA BRASIL ambiciona ser lares. Uma comunidade de saberes partilhados, onde os sotaques se cruzam em múltiplas línguas: iorubá, guarani, pajubá, crioulo, português, falatórios que inventam e atualizam encantarias, em que nos reconhecemos como moradores, hóspedes, penetras, visitantes e invasores. Preferimos Arariboia à Villegagnon. Ser casa de arte, em vez de alfândega, mas reconhecemos que há bons perfumes e vinhos na adega dos moradores anteriores. Tudo nosso! Como nos versos da pequena notável: “Paris Paris Je t’aime, mas eu gosto muito mais do Leme”.

Nem toda casa de nascimento é lar. Somos um país de migrantes, despejados e diaspóricos em que as moradias são autoconstruídas por vínculos vicinais. Vira-se a lage. Faz-se a festa da cumieira. Logo, lar é, em sua essência, verbo. É plantar, ocupar, resistir, renascer. É aldeamento, aquilombamento, acolhimento. Onde quer que nele pisemos, encontramos os passos dos que vieram antes e que apontam para onde gostariam que fôssemos. Então, lar é também amanhã, antes do hoje, espiralar, virado para a aurora. Já que precisamos erguer essa nossa casa, convidamos, de Norte a Sul, tecnologias antigas, contemporâneas, delirantes, dissidentes, utópica e sobreviventes. Para tal e para tanto, um arrazoado de materiais e modos de viver, incluindo a poéticas das ruas, das biqueiras e das quebradas, mas também das matas, clareiras, areais, ribeirinhas e praianas que por aqui aportaram.

Há quem se enfralda no linho, quem molda o barro, quem escuta o canto dos pássaros, quem acompanha os folguedos, as soluções dos caixeiros viajantes, as gingas. Há quem acredita na feminilidade das coisas. Quem olha o horizonte, em busca dos domicílios celestes nas muitas manifestações do sagrado. Há cheiro de alecrim, alfazema, jurema, breu, convidando o corpo a sentir a casa como cura. Cada erva é memória viva, cada aroma é uma reza que se enraíza ao chão. Há geografias de afetos, verdades costuradas, impressões sobre tecidos sociais. Há fluxos de água e de sangue que atravessam o tempo. Aqui, Exu abre vazante, entre o que foi apagado e o que resiste em ser lembrado. Aqui há de um tudo, e muito mais. Bem mais. Aqui há caminho para quem quer caminhar.

No coração do Rio de Janeiro, banhado pela Baía de Guanabara e a arquitetura neoclássica, naquilo que já foi ancestral antes do colonizador, o chão histórico se torna fértil. As marés correm por debaixo das pedras do assoalho. Feitas de vozes que ainda cantam, de tradições que florescem e de futuros que se anunciam. Aqui, a arte é o sopro que repara. O corpo é a casa que habita o mundo. E o mundo, por um instante, volta a ser lar. Bem-vindes à CASA BRASIL.

Aliã Wamiri Guajajara
Cadu
Marcelo Campos

CASA BRASIL é o novo nome da Casa França-Brasil

Com patrocínio oficial da PETROBRAS, o atual momento da instituição consolida a relação entre a sua identidade e programação. É um nome que reflete de forma mais precisa a identidade que a Casa já cultivava.

O projeto de reposicionamento deste equipamento cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro reúne um grupo representativo de profissionais que pensam as artes visuais e seus diálogos em nosso país. Além de absorver debates atuais ligados à colonialidade, ele motiva, principalmente, aqueles que abordam as questões das identidades brasileiras e fluminenses, apresentando o espaço como um celeiro para refletir essas culturas e a sua relação com o mundo, evidenciando as diversidades brasileiras, com especial atenção para as nuances culturais do estado do Rio de Janeiro.

No primeiro ano da CASA BRASIL, serão realizadas quatro exposições, três cursos livres voltados para a cadeia produtiva da cultura em parceria com a Escola sem Sítio, um Programa Público expandido com visitas, oficinas, encontros, palestras, shows e workshops para desdobrar as exposições, além de catálogos, podcasts, documentário e um aplicativo voltado para a arquitetura da edificação.

Acreditamos que a vocação deste novo tempo será definida em colaboração com o público e os diversos agentes culturais. Por isso, a primeira exposição coletiva vem de uma chamada nacional aos artistas para que, por meio de seus projetos, discutam a antiga e a nova Casa, passeando pelas suas histórias e aspiral do futuros.
O resultado foi consolidado em CASA BRASIL, a exposição, que propositalmente homônima, amplia por meio de 57 poéticas e discursos as possibilidades de pensar a Casa.
Já o artista Arthur Chaves, que realiza a primeira individual, apresenta novas maneiras de pensar a pintura, o desenho e a escultura, criando pontes com o teatro e outras artes da cena, registrando o nosso compromisso com a produção fluminense, com a arte contemporânea e com as diversas linguagens artísticas. Finca-se ainda uma bandeira da Casa no Museu de Arte do Rio, assimilando debates da região Norte para pensar o Brasil em uma parceria inédita com aquela instituição, que se tornou uma referência de museu carioca – gestos que representam as brasilidades plurais que tanto evocamos.

Parte do circuito cultural do Centro do Rio, interligada também pela Orla Conde a instituições como CCBB, Centro Cultural dos Correios, MAR e Museu do Amanhã, entre outras, a agora CASA BRASIL abriga a diversidade de povos que nos constituem, convertendo o equipamento em vetor da reflexão e preservação das múltiplas identidades e memórias culturais que compõem o estado do Rio de Janeiro e o Brasil, expoentes da nossa programação.
Para se instituir uma Casa brasileira acolhedora é preciso de moradores, visitantes e vizinhança.

Entre e sinta-se à vontade.

Tania Queiroz
Jocelino Pessoa

PETROBRAS & CASA BRASIL: a CULTURA como energia essencial do país

A PETROBRAS tem orgulho de patrocinar a programação da CASA BRASIL, equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ), instalado em uma edificação histórica de grande relevância para o estado e para o país. Centro de referência para a arte contemporânea, o equipamento abriga exposições, programas de formação gratuitos e, sobretudo, promove experiências que dialogam com o presente e projetam o futuro da criação artística brasileira de forma inclusiva com a participação de grupos diversos da sociedade.

O apoio à CASA BRASIL integra o PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL, que promove seleções públicas transparentes e abrangentes, garantindo a incorporação de projetos de artistas e produtores de todas as regiões do país. Concorrendo com cerca de 8.000 projetos na Seleção Petrobras Cultural – Novos Eixos, a maior já realizada pela Petrobras, a CASA BRASIL foi uma das 140 iniciativas contempladas, na categoria Ícones da Cultura Brasileira.

A PETROBRAS acredita que a cultura brasileira é uma energia transformadora, capaz de inspirar, movimentar e impulsionar o crescimento da sociedade. Por meio da programação da CASA BRASIL, a companhia reafirma e celebra seu compromisso com o desenvolvimento artístico e a valorização da diversidade cultural, apoiando iniciativas que promovem a democratização do acesso, a inclusão e a inovação, aspectos presentes na programação da Casa.

Sejam bem-vindos à CASA BRASIL.

PETROBRAS

CASA BRASIL: um espaço democrático de cultura, formação e transformação social

A CASA BRASIL, nos últimos anos, consolida-se como um espaço plural, comprometido em oferecer à população uma programação gratuita, de alta qualidade e acessível a todas as idades. Por meio de uma direção e curadoria cuidadosas e diversificadas, o equipamento cultural reafirma seu papel como um centro de referência nas áreas das artes, educação e cidadania, acolhendo crianças, jovens e adultos em atividades que estimulam a criatividade, o conhecimento e a convivência.

A continuidade dessa excelência só é possível graças às parcerias estratégicas e ao patrocínio da Petrobras, cujo apoio é fundamental para a manutenção de uma programação potente e inclusiva. Esse investimento reflete o compromisso com o fortalecimento da cultura como vetor de desenvolvimento humano e social.

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o SENAC-RJ, ainda amplia sua atuação ao integrar um Bistrô Escola à CASA BRASIL, uma iniciativa que une gastronomia, educação e inclusão social.

O Bistrô, em fase de implementação, cumpre um duplo papel: proporcionar experiências gastronômicas de qualidade ao público e fomentar a capacitação de jovens e adultos para o mercado de trabalho, contribuindo para a geração de novas oportunidades.

Outra realização da SECEC-RJ neste ano é o investimento em infraestrutura que inclui a renovação completa do sistema de ar-condicionado, em fase de implementação.
Essa melhoria garante bem-estar, segurança e conforto ambiental para o público e para os profissionais que atuam no espaço, reforçando nosso compromisso com a qualidade na gestão e na experiência oferecida aos visitantes.

Diante dessas ações, a CASA BRASIL reafirma sua missão de ser um polo de cultura, formação e convivência, sustentado por parcerias sólidas e por uma visão de futuro que alia arte, educação e cidadania como pilares de uma sociedade mais justa, criativa e participativa.

Danielle Barros
Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa

Ficha Técnica

Curadores
Aliã Wamiri Guajajara
Cadu
Jocelino Pessoa
Marcelo Campos
Tania Queiroz

Expografia
Leila Scaf

Cenotecnia
Nivelar Cenografia

Cenotecnia de obras
Brenno de Castro
Pedro de Castro
Polim Sheik

Iluminação
Antonio Mendel – Espaço Luz

Montagem
KBedim Montagens e Produção Cultural

Museologia
Bruna Lustosa
Ramon Oliveira
RYS Conservação e restauro
de obras de arte

Acessibilidade
Vox Nostra

Impressão fine art
Thiago Barros Arte Lab.

Molduras
Moldurax
KBedim Montagens
e Produção Cultural

Transporte
Millenium Transportes
David Nascimento

Seguradora
Howden Brasil

Sinalização
Ginga Design
Vexel Design

Revisora
Jadelice Souza

Tradutora
Elisa de Paula

Comunicação visual
Lucas Bevilaqua

Fotografias
Vicente de Mello
Filipe Aguiar
Guilherme Ferreira

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