exposições
Aliã Wamiri Guajajara, Jocelino Pessoa,
Tania Queiroz, Marcelo Campos, Cadu
Artistas Adriano Motta, Aline Guimarães, Ana Beatriz, Ana Kemper, Ana V Lopes, André Vargas, Andrea Hygino, Anna Bella Geiger, Antonio Tom, Arlindo Oliveira, Barbara Copque, Bea Machado, Brígida Baltar, Cabelo, Cãmi Soarros, Clóvis Aparecido, Darks Miranda, Diambe, Edu de Barros, Elisa de Magalhães, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, Gabriella Marinho, Gilmar Ferreira, Guilherme KID, Iole de Freitas, Ivanildo Ferreira, João Boto, João Modé, Kandu Puri, Kika Diniz, Laryssa Machada, Leonardo Lobão, Lorran Dias, Lucas Ribeiro, Lucia Laguna, Luis Carlos Marques, Lyz Parayzo, Malcom Jefferson, Marcela Cantuária, Marcella Araujo, Márcia Falcão, Marcos Cardoso, Mayra Carvalho, Miguel Afa, Mulambö, PatFudyda, Patrícia Ruth, Paulo Vivacqua, Pedro Mota, Rafa Bqueer, Ranieri, Rogéria Barbosa, Rona Neves, Ruan D'Ornellas, Sociedade Fluminense de Fotografia, Tapixi Guajajara, Tatiana Altberg, Tayná Uràz, Thiago Modesto, Zé Carlos Garcia
CASA BRASIL: a força criativa do interior e da capital
A realização da coletiva Casa Fluminense e da exposição individual Cada cabeça é um mundo, da artista Melissa de Oliveira, reafirma o compromisso da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ) com a valorização da diversidade cultural presente em todo o nosso território. Ao reunir 60 artistas provenientes de diferentes regiões do estado — englobando trajetórias que despontam do interior à capital —, a Casa Brasil evidencia a vitalidade de uma produção artística que nasce de contextos múltiplos, atravessada por paisagens, memórias e experiências singulares. O patrocínio da Petrobras é fundamental para viabilizar esta iniciativa, reafirmando o poder do investimento cultural na construção de espaços democráticos de encontro e circulação da arte. Nesse contexto, a Casa Brasil consolida-se como um verdadeiro polo de convergência, onde artistas de diferentes territórios do Rio de Janeiro encontram visibilidade, estrutura e diálogo.
Danielle Barros
Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa
Casa Fluminense
Casa Fluminense propõe um percurso sensível e crítico pelas camadas que constituem o Estado do Rio de Janeiro como território simbólico, político e afetivo. O Rio são cidades forjadas por paixões. Agremiações que se vinculam ao carnaval, ao futebol e a tantos outros estandartes de todos os tipos. Isso se dá a partir da arte e de artistas que, em suas trajetórias, são atravessadas e atravessados por pertencimento e encantamento, mas que, também, problematizam as desigualdades e violências de suas localidades. São 60 artistas e mais de 90 obras ocupando o espaço com múltiplas linguagens e revelando a diversidade da produção artística fluminense. Ao articular estado, cidade e urbanidades, a exposição investiga as formas pelas quais o espaço é ocupado, construído e habitado — por planos, fluxos, disputas e imaginários — revelando as tensões entre centro e margem, formalidade e improviso, permanência e transitoriedade. A cidade não aparece como cenário estático, mas como organismo em constante negociação, onde arquitetura, mobilidade, labor e memória produzem modos de viver e de se reconhecer no território.
Natureza, fauna e flora direcionam o olhar para as paisagens que, desde o século XIX, constituem protagonismo nas tintas dos pintores. Os biomas que atravessam o estado, da Mata Atlântica aos manguezais, das serras ao litoral, aqui, estão sob a vigência de leituras que revisam as cicatrizes coloniais, entendendo-as como agentes ativos na formação cultural fluminense. A ecologia aqui é pensada como relação: entre humano e não humano, entre devastação e regeneração, entre exploração histórica e urgência climática. As matérias-primas partem da terra, mas amalgamam-se às alquimias mais diversas. Materiais também são coletados em espaços baldios, onde se evidencia o plástico que será processado e ressignificado pelas operações de dissolução e coagulação. Assim como o barro que congrega os inícios e fins.
Em diálogo com as religiosidades, festas e tradições, essa dimensão ambiental também evidencia cosmologias que reconhecem a natureza como entidade viva, como um parente próximo, sagrada e política, a partir de práticas afro-brasileiras, cristãs, indígenas e cruzadas. Molda-se, assim, a experiência coletiva do território. Narrativas fantásticas confluem na construção dos imaginários, também, tecnológicos, ampliando o tradicional, entendendo as encantarias como componentes das distopias e das ficções. A dimensão da festa será sempre convocada para lembrarmos que a cidade é como uma fênix ressurgida em quarta-feira de cinzas. Movimentos orgiásticos interessam aos artistas que lançam mão da dimensão épica em pinturas e filmes. Mantendo-se sempre atentos às ambiguidades da metrópole, aos perigos e coações. Ainda assim, a cidade ainda impera com nomes de língua indígena, como Carioca, do tupi — kari ou kara’iwa (homem branco) + oka (casa), significando “casa do homem branco” ou “casa de outro”. O próprio nome marca a presença das línguas indígenas na formação da cidade e ressalta uma demarcação de memória do lugar, território de diferentes povoamentos, encontros e sobreposições de histórias que permanecem inscritas na língua e na paisagem.
Ao reunir personalidades e retratos e refletir sobre trânsitos e vizinhanças, a exposição enfatiza as narrativas individuais e os deslocamentos que compõem a identidade fluminense. Vemos, também, a arte que se interessa pela crítica aos índices de processos pedagógicos normatizantes e os contramovimentos de revide que reclamam individuação. Rostos, gestos e trajetórias tornam-se mapas afetivos que revelam migrações internas, circulações culturais e redes de pertencimento. A Casa Brasil, nesse contexto afirma-se como ponto de convergência: um lugar de escuta, de encontro e de reflexão sobre o que significa viver e imaginar o Rio hoje.
Ficha Técnica
Curadores
Aliã Wamiri Guajajara
Cadu
Jocelino Pessoa
Marcelo Campos
Tania Queiroz
Expografia
Leila Scaf
Iluminação
Antonio Mendel – Espaço Luz
Equipamentos audiovisuais
MB Produção e Publicidade Ltda
Montagem
KBedim Montagens e Produção Cultural
Museologia
Alice Tischer
Bruna Lustosa
Daniela Monte Lima
Ramon Oliveira
RYS Conservação e restauro
de obras de arte
Impressão fine art
Thiago Barros Arte Lab.
Molduras
Moldurax
Transporte
Millenium Transportes
Seguradora
Howden Brasil
Sinalização
Ginga Design
WSM Gráfica
Revisora
Jadelice Souza
Comunicação visual
Lucas Bevilaqua
Fotografia
Vicente de Mello
